Eva Khatchadourian é uma mãe que busca no passado os motivos que levaram seu filho a ser o monstro que se tornou, ao cometer um original massacre em sua escola, nessa busca por respostas em suas lembranças, afunda na culpa. Assistimos suas dificuldades em adaptar sua antiga vida de festas, a uma nova vida de mãe, com o nascimento de Kevin, a infância de Kevin, o nascimento da irmã de Kevin, a vida com o pai de Kevin, a adolescência de Kevin, o massacre cometido por Kevin e a vida pós massacre cometido por Kevin.
O filme conta com as atuações incríveis de Tilda Swinton no papel principal, esse extremamente elogiado, recebendo inúmeras indicações em importantes premiações, Ezra Miller encarnando um Kevin adolescente de olhar misterioso e John C. Reilly, como o pai que não enxerga o lado perverso do filho, que só revela tal lado com a mãe, daí vem o mais perfeito título do filme/livro. O livro fora escrito como se fosse um conjunto de cartas confessionais de Eva à seu marido, narrando os fatos que julga terem causado a mentalidade conturbada de Kevin. Lynne Ramsay, a diretora, escolheu exibir na película as partes mais provocativas, como quando uma Eva desesperada para ao lado de uma britadeira para não ouvir o choro incontrolável de seu filho. Seguindo um tempo "Não-Linear", somos banhados por uma fotografia quente de amarelo e vermelho e inquietantes cenas desfocadas, sendo essas as causadoras de um complexo desconforto da platéia de Cannes.


0 comentários:
Postar um comentário